Esta série de trabalhos é composta por uma miniescultura de papel (de plantas típicas de biomas brasileiros) e uma micro-casa (de arquitetura regional, como oca, palafita, tapera...) sobre um palito de fósforo curvado, intitulada ECO. A série é nomeada ECO, pois deriva do grego oikos, que significa casa, que nesses trabalhos é circundada por plantas que formam uma repetição simétrica, como um eco sonoro que fica repetindo e repetindo ao observador a singularidade e diversidade das espécies de cada bioma. Na delicadeza das plantas de papel está representada a efemeridade dos ecossistemas que sofrem com a mínima alteração de temperatura, potencializadas, por exemplo, pelas queimadas criminosas no Brasil e, tal qual um rígido palito de fósforo aceso queimaria completamente o papel, a artista decide curvar essa rigidez pré-determinada até o perfeito equilíbrio com os elementos da natureza que compõem a miniescultura. Dessa forma, assim como na pesquisa da artista Marlene Stamm, em que a rigidez do palito de fósforo é retratada em constante mudança, o observador da série ECO é convidado a perceber que, apesar da rigidez da ação humana, ainda existe uma ponta de esperança (simbolizada pelo palito com ponta propositalmente verde) se for curvada até o equilíbrio perfeito e sustentável que ecoa no meio ambiente.
